quarta-feira, 25 de dezembro de 2013


Tentei dormir quase agora, pensando em acordar um pouco cedo e fazer algo. Aí pensei no que fazer, e bom, não tinha nada. Nada que eu não pudesse fazer agora também. Ou seja, nenhuma das opções de coisas a fazer envolvia outras pessoas, que ficam acordadas em horários normais.
Eu sempre sinto medo da morte. Nos últimos tempos isso se tornou bem mais forte. Uma preocupação que talvez seja mesmo não só uma preocupação, mas algum tipo de distúrbio.
Mas eu já morri tantas vezes nessa vida! Talvez não tenha aceitado nenhuma dessas vezes, como quando dizemos adeus sem querer dizer.
Mas morri, muitas vezes, morri ao ponto de ser totalmente esquecida.
Morri ao ponto de não sobrar mais nenhum sentimento por mim, sequer raiva.
E continuo morrendo frequentemente, e quando sinto a morte chegando, sinto todas as dores de quando se morre. Febre, água que sai do olho, sonhos estranhos.

Nada é

A vida parece esses filmes ruins em que a trilha sonora dita o que se sentir.
música triste: essa é uma cena triste;
música de suspense: é um momento em que você tem que ficar tenso;
música bonita: o fim chegou.
Eu vivo num caos eterno, sem conseguir separar as coisas, coisas que os outros parecem fazer com tanta facilidade.
Separando o que é bom do ruim, o que é certo do que é errado.
Quem é preto, quem é branco.
Quem é seu amigo, quem não é. Quem ama, quem não ama.
Não querendo dizer o que é certo, mas nada é. Tudo está. Isso me parece algo bem próximo de uma verdade.